terça-feira, 9 de dezembro de 2025

MANOEL DE SOUZA LIMA


 


MANOEL DE SOUZA LIMA, um caboclo nascido no Poção e criado na Fazenda Tradição, propriedade de ISRAEL FERREIRA NUNES, nascido em 15 de setembro de 1902 e falecido em 21 de janeiro de 1972, sendo filho do casal SÁTIRO FERREIRA NUNES e CLÁUDIA CAVALCANTI NUNES, no Tabuleiro do Padre, no município de LUÍS GOMES, na Mesorregião OESTE do Estado do Rio Grande do Norte, onde seus pais PEDRO SOUZA e ELVIRA eram empregados. Na rotina da fazenda, à noite os interessados tinham oportunidade de assistir umas aulas particulares. Dentre os professores, tinha Ana “Dondon”, irmã de Israel e Licurgo, Zé Euclides e Cristino Ferreira, estes últimos chamados de farmacêuticos, pois, embora sem diploma, atuavam no comércio e prescrição de remédios. 

Além das aulas, Manoel de Souza acabou tendo acesso aos livros que Raimundo, irmão de Israel, trouxera da Bahia, onde se formara em Medicina. Enquanto os outros o viam lendo aquele mundaréu de letras miúdas, pensando que nada entendia, Manoel de Souza foi internalizando aqueles assuntos complexos, imagens de esqueletos e músculos humanos, e criou seu próprio e rudimentar conhecimento médico. O “dom” de Manoel de Souza encontrou na política o lugar perfeito para receitar e curar. 

Manoel de Souza fazia partos, arrancava dentes, receitava para todas as moléstias conhecidas pelo homem, tudo com o aval e o carimbo de Dr. José Fernandes de Melo. Nessa lida, Manoel de Souza foi chamado de tudo: de santo salvador a mentiroso, safado e charlatão. A verdade é que é difícil entender a história de Riacho de Santana sem entender as controvérsias da figura de Manoel de Souza.

Manoel de Souza Lima foi o primeiro prefeito constitucional do município de RIACHO DE SANTANA-RN, eleito em 01 de dezembro de 1963, tomou posse em 01 de janeiro de 1964 e governou até 31 de janeiro de 1969, quando passou o comando para o prefeito ANTONIO FRANCISCO DA COSTA, eleito em 15 de novembro de 1968.

Ele é patrono de uma das ruas da cidade de Riacho de Santana-RN.

FONTE – MEMORIAL DE RIACHO DE SANTANA